
O registro no CREF é o que autoriza um profissional de Educação Física a prescrever e orientar exercício. Para tirar, é preciso ter bacharelado em Educação Física, apresentar diploma ou certidão de conclusão, documentos pessoais e pagar a taxa de inscrição, a anuidade e a cédula no Conselho Regional do estado onde vai atuar. O número sai em algumas semanas e passa a constar na consulta pública do conselho, que qualquer pessoa pode acessar.
É esse número que este diretório confere antes de publicar cada ficha. Quem já tem registro ativo pode aparecer no diretório nacional de personal trainers com CREF reivindicando o próprio perfil, sem custo.
Quem pode pedir o registro no CREF
A Lei 9.696/1998 define quem pode se inscrever no conselho:
- Graduados em Educação Física, com diploma de curso reconhecido pelo MEC. É a categoria G, de graduado, e abrange a quase totalidade dos registros feitos hoje.
- Provisionados, categoria P: pessoas que comprovaram exercício da atividade antes da lei, em 1998, sem graduação. É uma categoria fechada; não há mais registro novo de provisionado, só manutenção dos existentes.
Para atuar como personal trainer, o diploma precisa ser de bacharelado. A licenciatura habilita para a escola e gera registro em outra categoria, que não autoriza atendimento em academia ou particular. O artigo sobre como se tornar personal trainer explica a diferença entre as duas habilitações.
Documentos exigidos
A lista muda um pouco de conselho para conselho, mas o núcleo é o mesmo:
- Requerimento de inscrição, preenchido no site ou no atendimento do CREF.
- Diploma de bacharelado em Educação Física, frente e verso. Enquanto o diploma não é emitido, a maioria dos conselhos aceita a certidão de conclusão de curso com a data da colação de grau, e dá um prazo para apresentar o diploma depois.
- Documento de identidade e CPF.
- Comprovante de residência recente.
- Foto 3x4 ou foto digital nos padrões do conselho, usada na cédula.
- Comprovante de pagamento da taxa de inscrição, da anuidade proporcional e da cédula profissional.
Alguns conselhos pedem também o histórico escolar e, para quem se formou fora do Brasil, o diploma revalidado por universidade pública. Confira a lista no site do seu CREF antes de protocolar, porque documento faltando é o motivo mais comum de atraso.
Quanto custa tirar o registro
Três cobranças entram no pedido: a taxa de inscrição, a anuidade do ano corrente, que costuma ser proporcional aos meses restantes, e a emissão da cédula de identidade profissional. Os valores são definidos por cada conselho e publicados no site dele todo ano. Somados, ficam na casa de algumas centenas de reais, com desconto para pagamento à vista e parcelamento em alguns conselhos. A partir do ano seguinte, só a anuidade continua, como explica o artigo sobre anuidade do CREF.
Quanto tempo demora
Depois do protocolo com a documentação completa, a análise costuma levar de duas a seis semanas, dependendo do conselho e da época. Dezembro e janeiro, quando as turmas se formam, são os meses mais lentos. O número de registro é liberado antes da cédula física, e já vale para a consulta pública; a cédula chega depois pelo correio ou é retirada na sede.
Vários conselhos emitem um registro provisório para quem apresenta certidão de conclusão: o profissional já pode atuar enquanto o diploma não sai. O provisório tem prazo e precisa ser convertido em definitivo.
Como é o número do CREF
O registro tem seis dígitos, a letra da categoria e a sigla do estado, no formato 012345-G/SC. A letra G indica graduado e a letra P, provisionado. Esse número é público: aparece na consulta do conselho com nome, categoria e situação, e é o que o aluno deve pedir antes de fechar. O passo a passo da consulta está em como fazer a consulta CREF.
Atuar em outro estado: transferência e registro secundário
O registro vale no estado do conselho emissor. Quem muda de estado pede a transferência para o novo CREF, que emite número próprio. Quem atende em dois estados ao mesmo tempo, como profissionais de cidades na divisa ou que atendem online alunos de outra região, pede o registro secundário no segundo conselho. Atender regularmente em um estado sem registro nele é irregularidade, mesmo com registro ativo em outro.
Depois do registro: o que manter em dia
- Anuidade. Paga todo ano ao conselho. O atraso gera cobrança e pode levar à baixa do registro.
- Dados cadastrais. Endereço, e-mail e telefone atualizados, porque é por ali que o conselho notifica.
- Cédula. Tem validade e precisa ser renovada quando vence.
- Visibilidade. Com o registro ativo, o profissional pode criar o perfil de personal trainer neste diretório e aparecer nas buscas da sua cidade com o selo de registro conferido.
Fontes
- Lei 9.696/1998, que regulamenta a profissão de Educação Física e cria o CONFEF e os CREFs.
- Páginas de inscrição e tabelas de taxas dos Conselhos Regionais de Educação Física.
- Consultas públicas dos conselhos, usadas na verificação deste diretório.